Dédalo era o pai de Ícaro, o mesmo que voou perto demais do sol e o calor fez derreter a cera que prendia as penas das asas que o seu pai, Dédalo, tinha criado para fugir ao exílio a que estava confinado na ilha de Creta.
Hoje em dia a memória de Dédalo é relembrada todos os dias, de forma silenciosa, quase imperceptivel, um sussurro ao vento... Em todos os aeroportos do mundo descolam aviões, que são o resultado dos sonhos mais antigos da humanidade, que a história de Dédalo e de Ícaro é testemunho. O que não se vê são os herdeiros de Dédalo, os anónimos técnicos que mantém um avião, que garantem que quem voe neles o fazem em segurança. Esta é a história de um deles, um percurso por entre luz e sombra com um fim ainda por descubrir...
Hoje estamos a dez anos do começo desta odisseia... Será arrogância chamar odisseia? Ou será antes uma Ode abominável comparável apenas aos impropérios proferidos contra o Grande Arquitecto Do Universo por Afonso da Maia?
Não começemos pelo inicio... Começaremos em 2003...
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Anseios da manhã
Anseios da manhã é uma música de Ben Harper e foi o título dado a um texto de Hugo, o Pinto, o orgulhoso "dono" de um blog com o nome "Hugo, o Pinto", que por sinal não escreve nada mal! Convém dizer bem dele porque ele é um dos poucos que se digna a ler o meu blog, coisa que acho que faz por obrigação, visto ser primo da namorada dele!! Gozo à parte, ele escreve mesmo bem, vale a pena ler os seus textos.
Em mim os anseios da manhã manifestam-se e prolongam-se pelo resto do dia... Não consigo evitar esta dor que me tormenta, que se sente tão vincada à alma, essa dor alimenta-me ódios, por mim, por outros, para de seguida sentir a ressaca desses ódios, desta vez na forma de frustração, frustração por não dominar paixões e sentimentos primários que o pensamento não soube domar, os anseios da manhã são o começo de uma luta interior em que a vitória dá como recompensa um corpo, não a mente... Essa encontra-se além...
Em mim os anseios da manhã manifestam-se e prolongam-se pelo resto do dia... Não consigo evitar esta dor que me tormenta, que se sente tão vincada à alma, essa dor alimenta-me ódios, por mim, por outros, para de seguida sentir a ressaca desses ódios, desta vez na forma de frustração, frustração por não dominar paixões e sentimentos primários que o pensamento não soube domar, os anseios da manhã são o começo de uma luta interior em que a vitória dá como recompensa um corpo, não a mente... Essa encontra-se além...
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Longe da vista, longe do coração??
Diz o ditado popular... Longe da vista, longe do coração... Será verdade?
Hoje vi uma pessoa que não via já a algum tempo... Alguém que eu já não dedicava o pensamento a imaginar a forma da sua cara, o seu sorriso e a sua voz... Hoje despedi-me dessa pessoa, vai para fora durante seis meses... E eu ainda não consegui estar um segundo sem me lembrar o seu rosto e do seu sorriso...
Como diz a música dos UHF, "o tempo é meu amigo"...
Hoje vi uma pessoa que não via já a algum tempo... Alguém que eu já não dedicava o pensamento a imaginar a forma da sua cara, o seu sorriso e a sua voz... Hoje despedi-me dessa pessoa, vai para fora durante seis meses... E eu ainda não consegui estar um segundo sem me lembrar o seu rosto e do seu sorriso...
Como diz a música dos UHF, "o tempo é meu amigo"...
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Viajar
Estive sem inspiração... É engraçado como uma música pode lembrar-nos de escrever o que se sentiu num segundo fugaz ou como uma imagem gravada no cérebro nos faz perder a vontade, essa imagem que nos faz ser irracionais, essa imagem que explora os sentimentos mais primitivos, mais básicos e que mascaramos como sentimentos nobres.
Pensei... O que leva uma pessoa a andar, correr quilómetros? Que o motiva? De que é que foge? Ou o que é que procura? Existem muitas formas de viajar, uma única maneira de se encontrar, de se conhecer, é a aventura do desconhecido, da procura por algo além do horizonte, fora de alcance, como se o propósito da vida estivesse na milha seguinte. Vive-se hoje num mundo que nos fazem crer ser pequeno, que à distância de um "click" já não há nada para descubrir, nada para admirar e sentir! Fazem-nos crer em muita coisa... Não significa que tenham razão!
Pensei... O que leva uma pessoa a andar, correr quilómetros? Que o motiva? De que é que foge? Ou o que é que procura? Existem muitas formas de viajar, uma única maneira de se encontrar, de se conhecer, é a aventura do desconhecido, da procura por algo além do horizonte, fora de alcance, como se o propósito da vida estivesse na milha seguinte. Vive-se hoje num mundo que nos fazem crer ser pequeno, que à distância de um "click" já não há nada para descubrir, nada para admirar e sentir! Fazem-nos crer em muita coisa... Não significa que tenham razão!
sábado, 13 de março de 2010
"Lie to Me"
O tempo é relativo... Dizia-o Einstein... Será que ele se referia aos dias perdidos sem que se sinta a passagem do tempo? Ou à fugacidade do tempo em que parece que não o agarramos e que nunca é o suficiente?
Sempre me interessei na mentira, como parte da condição humana e como a descubrir. Mentir é tão próprio do ser humano como a necessidade de se alimentar e de saciar a sede. Os níveis de inteligência de uma pessoa podem-se medir pela elaboração de uma mentira.
Tenho respeito por quem me engane, mostra sinais de inteligência mas perco todo o respeito por essa pessoa se descubrir que me enganou... E eu geralmente descubro os logros...
Sempre me interessei na mentira, como parte da condição humana e como a descubrir. Mentir é tão próprio do ser humano como a necessidade de se alimentar e de saciar a sede. Os níveis de inteligência de uma pessoa podem-se medir pela elaboração de uma mentira.
Tenho respeito por quem me engane, mostra sinais de inteligência mas perco todo o respeito por essa pessoa se descubrir que me enganou... E eu geralmente descubro os logros...
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Ano Novo
Mais um ano, mais uma mudança no calendário e mais uma promessa de mudança, de algo novo, o desconhecido de 365 dias pela frente.
Relembro o que foi, o que é e imagino o que há-de ser... Relembro momentos com saudade e momentos com dor como quem se confessa para limpar os pecados da consciência e espera que o que há-de vir não os traga de volta...
Gullukig Nieuw Jaar! Feliz Ano Novo! Frohes Neues Jahr! S Novim Godom!
Relembro o que foi, o que é e imagino o que há-de ser... Relembro momentos com saudade e momentos com dor como quem se confessa para limpar os pecados da consciência e espera que o que há-de vir não os traga de volta...
Gullukig Nieuw Jaar! Feliz Ano Novo! Frohes Neues Jahr! S Novim Godom!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
A incessante insatisfação do ser
Vivemos em função do quê? Vivemos em função de uma incessante insatisfação do ser, cada objectivo conquistado leva a outro objectivo, sem esse objectivo vivemos perdidos, sem a constante satisfação para nos motivar perdemo-nos e vagueamos sem rumo... Todos os minutos é uma incessante busca por algo novo, novas formas de sentir e novas formas de satisfazer os sentidos, tal como se houve uma música pela primeira vez numa rádio e se gosta, como quando se observa uma foto que nunca vimos de alguém que já vimos ao vivo e apreciamos aquele momento capturado em película ou em dados digitais...
Gostava de ser Che Guevara, ter coragem e paixão para marcar a alma de gerações a ferro e fogo, de lutar movido apenas com a a vontade de de mudar o mundo, queria abandonar tudo e atravessar um continente, ver, ouvir, sentir... Gostava de viver noutro tempo em que havia razões pelo qual lutar, pelo qual defender...
Gostava de ser diferente... Gostava de ser Orginal...
Gostava de ser Che Guevara, ter coragem e paixão para marcar a alma de gerações a ferro e fogo, de lutar movido apenas com a a vontade de de mudar o mundo, queria abandonar tudo e atravessar um continente, ver, ouvir, sentir... Gostava de viver noutro tempo em que havia razões pelo qual lutar, pelo qual defender...
Gostava de ser diferente... Gostava de ser Orginal...
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