sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Odisseia de Dédalo

Dédalo era o pai de Ícaro, o mesmo que voou perto demais do sol e o calor fez derreter a cera que prendia as penas das asas que o seu pai, Dédalo, tinha criado para fugir ao exílio a que estava confinado na ilha de Creta.

Hoje em dia a memória de Dédalo é relembrada todos os dias, de forma silenciosa, quase imperceptivel, um sussurro ao vento... Em todos os aeroportos do mundo descolam aviões, que são o resultado dos sonhos mais antigos da humanidade, que a história de Dédalo e de Ícaro é testemunho. O que não se vê são os herdeiros de Dédalo, os anónimos técnicos que mantém um avião, que garantem que quem voe neles o fazem em segurança. Esta é a história de um deles, um percurso por entre luz e sombra com um fim ainda por descubrir...

Hoje estamos a dez anos do começo desta odisseia... Será arrogância chamar odisseia? Ou será antes uma Ode abominável comparável apenas aos impropérios proferidos contra o Grande Arquitecto Do Universo por Afonso da Maia?

Não começemos pelo inicio... Começaremos em 2003...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Anseios da manhã

Anseios da manhã é uma música de Ben Harper e foi o título dado a um texto de Hugo, o Pinto, o orgulhoso "dono" de um blog com o nome "Hugo, o Pinto", que por sinal não escreve nada mal! Convém dizer bem dele porque ele é um dos poucos que se digna a ler o meu blog, coisa que acho que faz por obrigação, visto ser primo da namorada dele!! Gozo à parte, ele escreve mesmo bem, vale a pena ler os seus textos.

Em mim os anseios da manhã manifestam-se e prolongam-se pelo resto do dia... Não consigo evitar esta dor que me tormenta, que se sente tão vincada à alma, essa dor alimenta-me ódios, por mim, por outros, para de seguida sentir a ressaca desses ódios, desta vez na forma de frustração, frustração por não dominar paixões e sentimentos primários que o pensamento não soube domar, os anseios da manhã são o começo de uma luta interior em que a vitória dá como recompensa um corpo, não a mente... Essa encontra-se além...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Longe da vista, longe do coração??

Diz o ditado popular... Longe da vista, longe do coração... Será verdade?

Hoje vi uma pessoa que não via já a algum tempo... Alguém que eu já não dedicava o pensamento a imaginar a forma da sua cara, o seu sorriso e a sua voz... Hoje despedi-me dessa pessoa, vai para fora durante seis meses... E eu ainda não consegui estar um segundo sem me lembrar o seu rosto e do seu sorriso...

Como diz a música dos UHF, "o tempo é meu amigo"...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Viajar

Estive sem inspiração... É engraçado como uma música pode lembrar-nos de escrever o que se sentiu num segundo fugaz ou como uma imagem gravada no cérebro nos faz perder a vontade, essa imagem que nos faz ser irracionais, essa imagem que explora os sentimentos mais primitivos, mais básicos e que mascaramos como sentimentos nobres.

Pensei... O que leva uma pessoa a andar, correr quilómetros? Que o motiva? De que é que foge? Ou o que é que procura? Existem muitas formas de viajar, uma única maneira de se encontrar, de se conhecer, é a aventura do desconhecido, da procura por algo além do horizonte, fora de alcance, como se o propósito da vida estivesse na milha seguinte. Vive-se hoje num mundo que nos fazem crer ser pequeno, que à distância de um "click" já não há nada para descubrir, nada para admirar e sentir! Fazem-nos crer em muita coisa... Não significa que tenham razão!

sábado, 13 de março de 2010

"Lie to Me"

O tempo é relativo... Dizia-o Einstein... Será que ele se referia aos dias perdidos sem que se sinta a passagem do tempo? Ou à fugacidade do tempo em que parece que não o agarramos e que nunca é o suficiente?

Sempre me interessei na mentira, como parte da condição humana e como a descubrir. Mentir é tão próprio do ser humano como a necessidade de se alimentar e de saciar a sede. Os níveis de inteligência de uma pessoa podem-se medir pela elaboração de uma mentira.

Tenho respeito por quem me engane, mostra sinais de inteligência mas perco todo o respeito por essa pessoa se descubrir que me enganou... E eu geralmente descubro os logros...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo

Mais um ano, mais uma mudança no calendário e mais uma promessa de mudança, de algo novo, o desconhecido de 365 dias pela frente.

Relembro o que foi, o que é e imagino o que há-de ser... Relembro momentos com saudade e momentos com dor como quem se confessa para limpar os pecados da consciência e espera que o que há-de vir não os traga de volta...

Gullukig Nieuw Jaar! Feliz Ano Novo! Frohes Neues Jahr! S Novim Godom!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A incessante insatisfação do ser

Vivemos em função do quê? Vivemos em função de uma incessante insatisfação do ser, cada objectivo conquistado leva a outro objectivo, sem esse objectivo vivemos perdidos, sem a constante satisfação para nos motivar perdemo-nos e vagueamos sem rumo... Todos os minutos é uma incessante busca por algo novo, novas formas de sentir e novas formas de satisfazer os sentidos, tal como se houve uma música pela primeira vez numa rádio e se gosta, como quando se observa uma foto que nunca vimos de alguém que já vimos ao vivo e apreciamos aquele momento capturado em película ou em dados digitais...

Gostava de ser Che Guevara, ter coragem e paixão para marcar a alma de gerações a ferro e fogo, de lutar movido apenas com a a vontade de de mudar o mundo, queria abandonar tudo e atravessar um continente, ver, ouvir, sentir... Gostava de viver noutro tempo em que havia razões pelo qual lutar, pelo qual defender...

Gostava de ser diferente... Gostava de ser Orginal...